terça-feira, 6 de setembro de 2011
terça-feira, 14 de setembro de 2010
O CLUBE DO IMPERADOR -

O CLUBE DO IMPERADOR - RESENHA
O filme “O Clube do Imperador”, se passa no ano de 1.976 no tradicional colégio para rapazes chamado St. Benedict´s, onde estudam a nata da sociedade Americana e outros alunos vindos de todas as partes do mundo. O principal lema do colégio é formar homens de caráter tendo por base a transmissão do saber e do conhecimento dos grandes vultos do passado que muito contribuíram para uma verdadeira democracia.
O Professor William Hundert ( Kevin Kline), se destaca por ser comprometido com a formação dos educandos , principalmente do caráter, e por gostar de lecionar História Grego Romana, tendo em seu currículo o legado de grandes vultos do passado : Aristóteles, Platão, Sócrates, Júlio César e outros, que muito contribuíram valorizando a história. Ele proporciona aos seus alunos aulas teóricas e práticas num ambiente alegre e emocionante onde predomina o conhecimento como a base de todo o saber. Ele acredita que “ O caráter de um homem é seu destino” e tudo faz para que seus comportados alunos sejam pessoas sábias, integras e corretas.
Com a chegada de um novo aluno; Sedgewick Bell (Emile Hirsch, filho de um importante Senador, o professor vê seu domínio ameaçado pela arrogância e prepotência daquele aluno que consegue aos poucos uma legião de fãs para suas façanhas nada edificantes. Mesmo assim, o Professor Hundert, procura educá-lo conforme as normas do colégio, favorecendo-o na medida do possível pensando que com o tempo poderá melhorar o seu caráter. Por ocasião de um concurso, o professor ( a pedido do diretor) ajuda-o mais do que deveria e ele se vê entre os 3 finalistas para a disputa final onde será coroado o Sr. Júlio César. No dia do concurso, o professor percebe que Sedgewick esta colando. Ciente da falta de caráter de seu aluno, e de que uma delação não seria proveitosa, ele resolve desclassificá-lo fazendo-lhe uma pergunta que não estava registrada em livros mas que estava gravada numa placa acima da porta da sala de estudo dos alunos cujo lema era “O fim depende do começo”.Desclassificado, Sedgewick inicia uma guerra com o seu idealista professor e ciente do poder que o dinheiro do seu pai proporciona, torna o ambiente quase insuportável. Quando a turma se forma, o Prof. Hundert se sente fracassado em seu papel de professor pois não havia conseguido mudar o caráter de seu rebelde aluno .
Vinte anos depois, Sedgewick, já diretor de uma grande empresa e querendo mostrar todo o seu poder e glória, ( talvez para uma desforra), convida o Professor Hundert (já aposentado) para ser moderador de um concurso nos mesmos moldes do Sr Júlio César. Para tanto oferece uma rica contribuição para o Colégio St. Benedict e garante a todos estar preparadíssimo para ganhar. O concurso acontece com os mesmos protagonistas anteriores e no dia determinado tudo é feito conforme as regras. Mas novamente o Prof. Hundert descobre que Sedgewick esta colando e que, através de um minúsculo aparelho transmissor alguém estava lhe soprando as respostas das perguntas que lhe eram feitas. Mesmo assim, as perguntas e respostas se alastram até que o professor cansado da trapaça de seu ex aluno, faz outra pergunta que não estava no currículo mas já sabia de antemão que só outro participante sabia a resposta.
Desclassificado pela segunda vez, Sedgewick encontra o professor no banheiro e escarnece de sua virtude e de sua moral, quando diz que o caráter e a virtude não levam a nada. Ele chegou onde quis, tinha poder e glória e ia se candidatar a presidente, não se importando com a mediocridade do professor, que ele achava que não passava de um João Ninguém.
Tão embevecido estava em contar vantagens e desvirtuar o professor que só percebeu a presença de seu filho quando este já havia escutado tudo e olhava seu pai de modo critico e inquisidor, não concordando em nada com as bravatas do pai. O Prof. Hundert é homenageado por seus ex- alunos que entre vivas e aplausos recebe deles uma placa exaltando o seu papel de professor e onde se lia: Um grande professor tem pouca história para registrar, sua vida se prolonga em outras vidas. Homens assim, são pilares nas estruturas de nossas escolas, mais essênciais que seus tijolos e suas vigas.” E sendo assim, o professor que já aposentado havia abandonado o ensino, voltou a dar aulas no St Benedict´s, ciente de que ainda poderia contribuir para a formação do caráter de outros alunos, pois um só que se desvirtuou, não teve o poder de contaminar o resto do rebanho, pois para o restante dos rapazes, “ o importante não era só viver, mas viver com retidão”
Doroni Hilgenberg Resenha feita em outubro de 2004 –
8* período de Pedagogia
Filme “O Clube do Imperador”
Produzido nos EUA – 2002
Lançado no Brasil – 2004
Direção – Michael Hoffman
Europa Filmes.
Sobre a obra
O Filme nos deixa as seguintes lições:
O Filme nos deixa as seguintes lições:
*Todo o professor deve ter um ideal, ser comprometido com a formação dos alunos e ter consciência de que o conhecimento através das ciências é a principal fonte para aquisição do saber.
* A autoridade quando bem direcionada e com caráter educativo, tem o poder de suplantar o poder mesmo contrariando poderosos.
sábado, 28 de agosto de 2010
PARA NILSOM E LEIDIANE

PARA NILSON E LEIDIANE
Hoje, ao escrever essas palavras em homenagem ao meu filho Nilson e a sua esposa Leidiane, meu coração se enche de orgulho e meu ser se enternece por saber que se ainda ontem ele era pequenino e precisava de meu colo, hoje ele é casado, é pai, é um chefe de família, e que juntamente com sua esposa, estão seguindo caminho da ventura e guiados pelas mãos de Deus .
Hoje, ao escrever essas palavras em homenagem ao meu filho Nilson e a sua esposa Leidiane, meu coração se enche de orgulho e meu ser se enternece por saber que se ainda ontem ele era pequenino e precisava de meu colo, hoje ele é casado, é pai, é um chefe de família, e que juntamente com sua esposa, estão seguindo caminho da ventura e guiados pelas mãos de Deus .
Manter o casamento e construir uma família, não é fácil, é preciso que haja amizade e concordância entre os dois, e acima de tudo é preciso que a paciência e a tolerância estejam sempre presente para que a união se fortaleça e seja harmoniosa. É preciso que sejam compreensivos e se nutram de amor e carinho para que as pedras que surgem sejam afastadas e não mais voltem, pois só assim o amor triunfa, porque o amor é feito de um pedacinho do céu mas também da realidade da terra, que nem sempre é perfeita. O amor é feito de emoção e alegria, mas também de tristeza e sofrimento, pois é isto que nos faz crescer e nos fortalece. Mas o casal que confia em Deus e tem amor no coração, sempre triunfa e permanece unido.
Mas, vejo com satisfação e alegria, que vocês estão conseguindo levar adiante este sonho, e eu peço a Deus que abençoe esta família com muito amor para que seja unida hoje e sempre, e que além do Guilherme, meu querido neto, ele nos presenteie com uma saudável e linda menina para que a família aumente e se complete.
E que os anjos digam Amém!!!
De sua mãe que os ama muito; Doroni Hilgenberg
De sua mãe que os ama muito; Doroni Hilgenberg
terça-feira, 3 de agosto de 2010
WALLACE SOUZA- VELÓRIO E FUNERAIS

WALLACE SOUZA: O VELÓRIO E OS FUNERAIS
A sociedade amazonense experimentou esta semana um acontecimento chocante: O velório e os funerais do ex-deputado Wallace Souza, processado pela Just iça por formação de quadrilha, assassinato e tráfico de drogas. Evidente que todo o enterro é carregado de um ato de emoção, mas o que se viu foi o ato deliberado do acontecimento como ato político eleitoral. Mas não é de política que eu estou falando mas do esgoto desta . Enterrar mortos sempre foi considerado um ato político.
Na antiga Grécia, Antígona, filha de Édipo, tomada pelo dever familiar, enfrenta o poder estabelecido e decide fazer o enterro de s eu irmão Polínices, acusado de traição e condenado a morte e a ter o corpo atirado aos abutres. Antígone, desobedece as ordens de Creonte, o Rei, e realiza o sepultamento, fazendo deste ato um protesto político. O gesto de Antígone, celebrado ao longo dos séculos pelos dramaturgos e poetas, representa a integridade do indivíduo frente ao poder discricionário. Ainda na arte, há o velório de Júlio César, na escadaria do Senado Romano, e o famoso discurso de Marco Antonio, imortalizado por William Shakespeare. Esses exemplos grandiosos que tocam profundamente a alma humana pelo mistério da morte, não mais se repetiram no século XX. E a tendência do século XXI é de se banalizar ainda mais a morte e seus rituais.
O nascimento das sociedades de massas analisadas por Ortega Y Grasset, liquidou com o que restava de sagrado nas exéquias e o respeito pelos mortos. Os funerais passaram a ser menos preito e sinal de respeito que espetáculo. E os pioneiros foram os nazistas que em 1.939, transformaram um arruaceiro morto durante os enfrentamentos de rua, em herói, com direito a um espetacular cortejo fúnebre. Ali, naquele ato de provocação, estavam lançados os germes da manifestação populista: glorificação da transgressão através do crime; irracionalismo e estímulo aos instintos primários. Era o que William Reich poria a nu em seu ensaio “ A Psicologia de Massas do Fascismo”. Reich testemunhou a desintegração política que ocupou a cena mundial numa conjuntura que fazia a edição de uma guerra de larga escala, a Primeira guerra Mundial, com a crise econômica de 1929, que deixou a classe trabalhadora no desemprego e reduziu a miséria países como a Alemanha, afogada pela derrota e estrangulada pelas indenizações resultantes da capitulação. O resultado foi a ascensão de ideologias autoritárias, como o fascismo e o nazismo, que se aproveitou do estado de depressão econômica e baixa estima das massas depauperadas para instilar conceitos de superioridade racial, apelos aos instintos primários, culto ao irracionalismo e subserviência política com muita repressão. Não é de espantar que os caudatários dessa ideologia de lumpesinato fossem os políticos latinos americanos .
O populismo cleptocrático que grassa nesta parte do planeta é uma versão supostamente benigna do fascismo, já que tirando a idéia de superioridade racial, que não faria sentido numa sociedade miscigenada, os outros componentes ideológicos estão presentes aqui, tão vivos quando na Itália dos anos 30. Pior, ainda mais arraigados nas emoções primitivas das massas com baixíssima escolaridade, bombardeadas pela barbárie das mídias.
O populismo é hostil à inteligência, e não devemos nos surpreender que o Amazonas esteja na rabeira dos índices de aproveitamento escolar do país. Mas os meus sete leitores, devem estar se perguntando: o que isso tem a ver com os funerais de herói da Patria do senhor Wallace?
Tudo eu diria!
Assim como o enterro do arruaceiro nazista, este funeral nos envergonha e nos mete medo pela deslavada canonização de um péssimo exemplo de vida e ação política. Uma sociedade que tolera isso perdeu o rumo, nega a civilização e nos faz reféns de sinistros interesses. Sem querer ofender os trogloditas, politicamente o Amazonas ainda esta na era da PEDRA LASCADA.
Marcio Souza – Escritor Amazonense. Jornal “ “ A CRITICA” 1 082010
Marcio Souza-
A sociedade amazonense experimentou esta semana um acontecimento chocante: O velório e os funerais do ex-deputado Wallace Souza, processado pela Just iça por formação de quadrilha, assassinato e tráfico de drogas. Evidente que todo o enterro é carregado de um ato de emoção, mas o que se viu foi o ato deliberado do acontecimento como ato político eleitoral. Mas não é de política que eu estou falando mas do esgoto desta . Enterrar mortos sempre foi considerado um ato político.
Na antiga Grécia, Antígona, filha de Édipo, tomada pelo dever familiar, enfrenta o poder estabelecido e decide fazer o enterro de s eu irmão Polínices, acusado de traição e condenado a morte e a ter o corpo atirado aos abutres. Antígone, desobedece as ordens de Creonte, o Rei, e realiza o sepultamento, fazendo deste ato um protesto político. O gesto de Antígone, celebrado ao longo dos séculos pelos dramaturgos e poetas, representa a integridade do indivíduo frente ao poder discricionário. Ainda na arte, há o velório de Júlio César, na escadaria do Senado Romano, e o famoso discurso de Marco Antonio, imortalizado por William Shakespeare. Esses exemplos grandiosos que tocam profundamente a alma humana pelo mistério da morte, não mais se repetiram no século XX. E a tendência do século XXI é de se banalizar ainda mais a morte e seus rituais.
O nascimento das sociedades de massas analisadas por Ortega Y Grasset, liquidou com o que restava de sagrado nas exéquias e o respeito pelos mortos. Os funerais passaram a ser menos preito e sinal de respeito que espetáculo. E os pioneiros foram os nazistas que em 1.939, transformaram um arruaceiro morto durante os enfrentamentos de rua, em herói, com direito a um espetacular cortejo fúnebre. Ali, naquele ato de provocação, estavam lançados os germes da manifestação populista: glorificação da transgressão através do crime; irracionalismo e estímulo aos instintos primários. Era o que William Reich poria a nu em seu ensaio “ A Psicologia de Massas do Fascismo”. Reich testemunhou a desintegração política que ocupou a cena mundial numa conjuntura que fazia a edição de uma guerra de larga escala, a Primeira guerra Mundial, com a crise econômica de 1929, que deixou a classe trabalhadora no desemprego e reduziu a miséria países como a Alemanha, afogada pela derrota e estrangulada pelas indenizações resultantes da capitulação. O resultado foi a ascensão de ideologias autoritárias, como o fascismo e o nazismo, que se aproveitou do estado de depressão econômica e baixa estima das massas depauperadas para instilar conceitos de superioridade racial, apelos aos instintos primários, culto ao irracionalismo e subserviência política com muita repressão. Não é de espantar que os caudatários dessa ideologia de lumpesinato fossem os políticos latinos americanos .
O populismo cleptocrático que grassa nesta parte do planeta é uma versão supostamente benigna do fascismo, já que tirando a idéia de superioridade racial, que não faria sentido numa sociedade miscigenada, os outros componentes ideológicos estão presentes aqui, tão vivos quando na Itália dos anos 30. Pior, ainda mais arraigados nas emoções primitivas das massas com baixíssima escolaridade, bombardeadas pela barbárie das mídias.
O populismo é hostil à inteligência, e não devemos nos surpreender que o Amazonas esteja na rabeira dos índices de aproveitamento escolar do país. Mas os meus sete leitores, devem estar se perguntando: o que isso tem a ver com os funerais de herói da Patria do senhor Wallace?
Tudo eu diria!
Assim como o enterro do arruaceiro nazista, este funeral nos envergonha e nos mete medo pela deslavada canonização de um péssimo exemplo de vida e ação política. Uma sociedade que tolera isso perdeu o rumo, nega a civilização e nos faz reféns de sinistros interesses. Sem querer ofender os trogloditas, politicamente o Amazonas ainda esta na era da PEDRA LASCADA.
Marcio Souza – Escritor Amazonense. Jornal “ “ A CRITICA” 1 082010
Marcio Souza-
domingo, 25 de julho de 2010
"EXPULSOS DA TERRA" A FOTO PREMIADA
A índia Valda Ferreira com seu filho no coloA FOTO PREMIADA
Manaus sempre se destaca no cenário mundial, pois aqui temos bons escritores, bons poetas e bons fotógrafos como mostra a foto acima de Luiz Vasconcelos, finalista do Prêmio Esso e Embratel e também premiada na França, que vai figurar no Livro” Les 100 Photos Du XXI e Siecle” “ As 100 melhores Fotos do século XXI” , cujo livro será lançado mundialmente na França, ainda em Dezembro deste ano.
Luiz nos conta:
“ Lembro como se fosse hoje. A pauta chegou na noite anterior. O Célio Jr. ( editor de fotografia do jornal “ A Critica” me ligou dizendo que de madrugada , o motorista me buscaria para irmos até o Km 11 cobrir uma reintegração de posse. Chegamos lá e o cenário era de guerra, Cavalaria, Canil, Rocam, Goe, e Tropa de Choque. A policia avançava e as bombas explodiam ao meu lado. Até que enxerguei a índia Valda Ferreira que com o filho no colo, não temia enfrentar os PMS, na luta para se manter na sua terra. O seu marido já tinha sido preso e sua casa destruída. Então, vi quando ela arregalou os olhos, cerrou os punhos e partiu para cima dos policiais. Foram cerca de 30 segundos de enfrentamento e quarenta cliques “ relembra o fotógrafo. E foi um desses 40 cliques que ganhou reconhecimento mundial.
Fonte: Jornal “ A Critica” ( 18\07\20010 ) Um artigo de Israel Conte
Colaboração de Doroni Hilgenberg
“ Lembro como se fosse hoje. A pauta chegou na noite anterior. O Célio Jr. ( editor de fotografia do jornal “ A Critica” me ligou dizendo que de madrugada , o motorista me buscaria para irmos até o Km 11 cobrir uma reintegração de posse. Chegamos lá e o cenário era de guerra, Cavalaria, Canil, Rocam, Goe, e Tropa de Choque. A policia avançava e as bombas explodiam ao meu lado. Até que enxerguei a índia Valda Ferreira que com o filho no colo, não temia enfrentar os PMS, na luta para se manter na sua terra. O seu marido já tinha sido preso e sua casa destruída. Então, vi quando ela arregalou os olhos, cerrou os punhos e partiu para cima dos policiais. Foram cerca de 30 segundos de enfrentamento e quarenta cliques “ relembra o fotógrafo. E foi um desses 40 cliques que ganhou reconhecimento mundial.
Fonte: Jornal “ A Critica” ( 18\07\20010 ) Um artigo de Israel Conte
Colaboração de Doroni Hilgenberg
terça-feira, 4 de maio de 2010
OS RATOS ESTÃO SOLTOS !
OS RATOS ESTÃO SOLTOS!
Reza a história nacional que o prédio da Câmara Distrital, em Brasília, inaugurado da semana passada e prontamente ocupado por militantes, teve a sua construção iniciada há 10 anos. Caramba! Mais engraçado, para não dizer trágico, assíduo leitor, a obra estava orçada em
R$ 20 milhões. Porém, mesmo o Brasil não tendo inflação, ao colocar a última pá de cal na
obra, o orçamento pulou para R$ 100 milhões. Será que tem muito rato parrudo roubando?
A pergunta acima procede, pois a história nacional lembra outra lenda que corre à boca
pequena em Brasília. Diz-se, que lá tem tanto rato, mas tanto rato que se alguém esquecer
numa mesa de gabinete um pedaço de queijo, o parlamentar que estiver no retrato pregado
na parede, se materializa, vira bicho (entende?) e corre para roubar o queijo. Ô, raça!
E por falar em orçamento, estou completamente bege, enxaguada, quarada e passada na
caixa com a new-forma-de-empregar-sem-concurso.
Trata-se, veja só você, leitora querida, da Fundação Escola, Rádio e TV Câmara de Manaus. Meninos, a farra vai ser boa, os salários vão de R$ 2.100 mil a R$ 9 mil e a pessoa ainda pode "arrastar" o seu salariozinho de funcionário público. Acha pouco?... Continue a leitura colega...
Os cargos, nossa! Vai de Diretor Presidente a Presidente da Comissão de Licitação, assim, pelas beiradas, vai comendo junto os cargos de assessor jurídico e de agente administrativo, para citar alguns. Eita, lelé, um festival de cargos para ratos se regalarem! É mole? Mana, como endurecer?
Nesse ritmo, não tem como subir e ficar duro o dos pobres mortais, gente! Sim, porque nós é que vamos pagar todos esses ratos. Agora, vem cá, e a Receita Federal, hein? Só sabe vasculhar a vida de quem trabalha. E é quem paga imposto, pois caso contrario baixa a dona Serasa, SPC e outros qtais! É dessa raça, hein? A Receita nem "se toca" em buscar as ratoeiras, não é, darling?
Crônica da Jornalista Mazé Mourão
Editado no Jornal “A Critica em 29-04-2010
segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010
SEQUESTRO RELÂMPAGO

SEQUESTRO RELÂMPAGO
Estamos cansados de saber e de ler sobre as maldades que acontecem no mundo, e ficamos estarrecidos com a capacidade que o ser humano tem em engendrar atos maléficos e hediondos. Também estamos cansados de saber, que devemos ser solidários com o próximo, menos materialista e mais espiritualista , enfim humanizar-se. É um dever cristão ajudar e orientar e sendo estas, pessoas de idade, então é um dever sagrado. Mas, por causa dessa minha mania de ter o coração aberto, saber ouvir e querer ajudar, eu fui vitima de um seqüestro relâmpago em meados de janeiro e fiquei durante quatro horas nas mãos de golpistas, que só me soltaram depois que conseguiram retirar todas as minhas economias do banco.
Foi tudo muito rápido...Eram dez horas da manhã e eu estava voltando da academia ( ginástica)quando parei para dar informações a uma senhora que estava a procura de apartamento nas redondezas. Neste momento surge minha filha e também conversa com a referida senhora. De repente, para um carro e dele desce um rapaz que ela diz ser seu sobrinho. Bem apessoado e ela também, muito distinta e simpática. A Evelyn segue seu caminho e eu ia me despedir, quando então, surge a arma nas mãos do rapaz e este em questão de segundos me empurra para dentro do carro, enquanto a senhora entra rápido pela frente onde já havia outra mulher na direção. E o carro dispara e eu gelei, nem deu tempo de gritar.... o pânico tomou conta de mim....
Então o rapaz guardou a arma e disse:--Senhora, não vamos lhe fazer mal, queremos o seu dinheiro...Pegaram minha bolsa e por azar, eu que nem sempre levo a carteira para a academia, aquele dia estava com ela e todos os cartões. E ai f oi um inferno, me levaram para caixas eletrônicos, boca do caixa, e até em lotéricas no fim do mundo. E ai vocês estão pensando porque eu não gritei e chamei a atenção dos guardas. Mas eu estava completamente nas mãos deles, eles sabiam onde a Evelyn estava e usaram-na para me coagir. Diziam que, se qualquer coisa desse errado, o rapaz ( que ficava sempre fora, enquanto a senhora entrava comigo no banco e a outra ficava de sobreaviso no carro) iria atrás da Evelyn e ninguém se responsabilizaria pelo que acontecesse com ela. Então, o medo tomou conta de mim e eu fui retirando o dinheiro e passando para as mãos deles. Numa determinada hora, parecia que eu ia sufocar, ai eles pararam o carro e me deram água, que por certo continha algum calmante pois senti-me relaxar.
A partir daí, o dinheiro que eu tinha passou a ser só papel, eu queria preservar a minha vida e a da Evelyn, e aqueles filhos da mãe estavam agindo de cara limpa. Quando me soltaram perto de casa e eu nem sei como cheguei, pois estava atordoada e tremia demais. A Evelyn, já preocupada com a minha demora tinha ligado para meu filho e fomos fazer o BO. Percorremos quase todo o trajeto feito pelos golpistas, mas eles não pararam em nenhum lugar onde houvesse câmeras. No outro dia, o investigador da policia ligou para que eu comparecesse na delegacia dar mais detalhes e fazer um retrato falado do trio de golpistas. Mas acontece que eu não fui, estava traumatizada, o medo era tanto que passei duas semanas sem sair de casa. E também pensei: - de que adianta, esse pessoal quando é preso num dia, já é solto no outro- Não se pode confiar mais em nenhuma autoridade, todo o sistema esta corrompido.
E lembrei bem do que o cara disse:
--Senhora, agora vá e esqueça!!!
E eu estou tentando esquecer e dou infinitas graças à Deus por estar viva, mas um dia alguém dará uma rasteira nessa velha golpista, ora se não!!!
Doroni Hilgenberg
sábado, 16 de janeiro de 2010
HAITI É JÓ
HAITI É JÓ
No começo, tu eras o doce que adocicava as línguas dos teus colonizadores. Durante um longo período abastecestes o mundo com o mel vindo das colmeias de tuas plantações. E nessa época, teu povo negro vivia de um mar claro, alvo, feito de açucar. Tua localização é privilégio de poucos, o Caribe. Talvez por isso, os homens fortes que te povoaram a terra, vindos da Africa à força, escaravizados, antevendo o local que atracariam, d entro dos navios negreiros cantavam e dançavam, trazendo ritmo e melodia para as Américas. O mesmo sangue negro acorrentado, vindo de além mar, foi o primeiro em 1804, a libertar-se na América. Livre, enriquecido pela colheita de açucar... Haiti, tu vivias feliz!
Então, veio um furacão e inundou tuas cidades. Depois dele, outro e mais outro. O último em 2008, destruindo tudo o que encontrava. E teu povo chorou aos gritos. Tuas florestas foram desvastadas para produzirem carvão, gerando energia barata e cara ao mesmo tempo. Tão logo as árvores se foram e vieram mais furacões, o efeito foi ainda mais desolador, pois o vento e as águas não tinham mais inimigos que impedissem de invadir suas cidades. Além dos desastres naturais, a partir do século passado, tu fostes invadido por uma enxurrada de governantes incompetentes. A corrupção como um cancro, instalou-se no seio dos teus governos, espalhando-se por todo o resto de tuas repartições públicas. A miséria, fruto dessa malversação de verbas, fez pior: contagiou a sua indefesa população. Frágeis, debilitados, contaminados pela pobreza extrema, teus homens e mulheres foram vistos comendo ratos nas favelas de papelão e plástico. Tuas crianças faziam bolinhos de barro para enganar a fome. E teus velhos estavam abandonados. Teu lindo povo, cuja pele imita a noite e cuja alma as estrelas teimam em copiar, parecia caminhar para a escuridão...Se já não bastasse toda a dor e sofrimento causado pelos furacões e mazelas sociais, um terremoto te pegou em pleno sono, sonhando com dias melhores.
Tu enfrentas agora, o pior de todos os teus pesadelos: sem água, sem comida e medicamentos...Sem rumo. Em tuas ruas, milhares de vidas vagam desnorteadas. Uma poeira embranquiçada se elevou sobre ti. Eram tuas casas ruindo. Foste coberto por um manto da mesma tonalidade que cobriu teu passado de glória e riqueza. Hoje, debaixo de toneladas de escombros e ferros retorcidos, ouve-se os pedidos de socorro. Mas eles vem sendo gritados há muito tempo por ti, Haiti, sem que a comunidade internacional ouça. Tu não tens petróleo e tua riqueza resumiu-se em tua gente. Brasileiros em missão de paz também foram vitimados pelas ondulações de tuas terras. Zilda Arns, fundadora da Pastoral da criança, sucumbiu dentro de uma Igreja. A religiosa e a igreja me levaram a Jó. A Biblia diz que Jó era rico em todos os sentidos, mas perdeu tudo: familia, propriedade, liberdade, saúde... Mas sua fé em dias melhores permaneceu inabalável. Apos todo o padecimento, Deus lhe restituiu tudo o que havia perdido, multiplicando-lhe a riqueza e a felicidade. Jabor citou que "quando Deus e os homens se juntam, as tragédias são maiores". Prefiro crer que " quando Deus e os homens se unem, os milagres são maiores". Tu Haiti, és uma espécie de Jó. E se for assim, que daqui em diante, teu povo viva em paz, com saúde e educação para todos, em habitações digna, com taxa de desemprego suportável e governado por homens de bem. Esse é o desejo do mundo inteiro. É o pedido que muitos, hoje em lágrimas, fazem aos céus.
Colaboração de Doroni Hilgenberg
Artigo de: IVO DE AGUIAR; administrador, professor e cronista. ( extraido do jornal " A Critica- 16-01-2010)
sexta-feira, 6 de novembro de 2009
VINGANÇA

A VINGANÇA
Naquela tarde Márcia havia caprichado no visual porque queria ir numa reunião de escritores na Academia. Um famoso escritor estaria autografando seu livro e ela queria conhecê-lo, além de adquirir o livro. Já que ela não dirigia e não gostava de pegar táxi sozinha à noite e nenhuma amiga estava disponível naquele tarde para acompanhá-la, esperou que seu marido chegasse do trabalho e pediu-lhe para levá-la à Academia.
Por azar, ele chegou aborrecido sabe-se lá com o que e não quis levá-la.
Por mais que Márcia lhe pedisse e lhe dissesse que não precisava esperar, ele não quis fazer-lhe o favor, não a levaria e ponto final. Depois de tanto tempo casada Marcia já sabia,
que qualquer discussão depois de um categórico não, era pura perda de tempo e paciência.
Conformou-se, mas lhe disse que mais cedo ou mais tarde também lhe diria um grande NÃO. Ficou ruminando uma vingança mas uma boa oportunidade não aparecia assim tão fácil.
Por mais que Márcia lhe pedisse e lhe dissesse que não precisava esperar, ele não quis fazer-lhe o favor, não a levaria e ponto final. Depois de tanto tempo casada Marcia já sabia,
que qualquer discussão depois de um categórico não, era pura perda de tempo e paciência.
Conformou-se, mas lhe disse que mais cedo ou mais tarde também lhe diria um grande NÃO. Ficou ruminando uma vingança mas uma boa oportunidade não aparecia assim tão fácil.
E o Anjo a dizer-lhe esqueça e o demônio sempre a lembrar-lhe.
Uns dias depois, apareceu uma ótima oportunidade . Ele havia passado no shopping e comprado umas calças, tão logo as experimentou, viu que estavam compridas demais.
Chamou Márcia e lhe disse:
--Meça aqui meu bem, e faz a barra para mim...
--Eu? Fazer as barras das tuas calças? Não faço não!!!
--Faz sim!
--Não faço e pronto! Ele também já a conhecia...
Pois não faça disse ele aborrecido, eu levarei a uma costureira.
Uma semana depois, as calças estavam de volta da costureira, mas ele não as usou de imediato. Márcia deu uma olhada nas calças e foi ai que o demônio começou a cutucá-la embora o Anjo fizesse ver que era pura maldade. Mas uma risadinha safada tomou conta dela, pois a idéia que o demônio lhe dera, já havia tomado forma.
Quando por fim, seu marido resolveu usar uma das calças, pegou bem “aquela”. Márcia deu uma olhada como quem não quer nada e ficou por isso mesmo. Se ele notou alguma coisa também não falou nada e foi trabalhar. Quando veio almoçar, ele olhava de uma perna para outra até que perguntou à filha:
--Você não acha que esta calça esta com uma perna mais curta que a outra?.
--Nossa pai, está sim, que costureira você arrumou heim?
Ai, ele tirou a calça mais que depressa e pediu com toda a delicadeza se Márcia podia arrumá-la, que “ naquela costureira dos diabos” ele não voltava mais.
Esta certo, Márcia respondeu, segurando o riso e com a cara mais inocente possível - deixe em cima da cama que eu conserto como puder.
Depois disso, por uns bons tempo, mesmo não gostando, ele não se recusou a levar Márcia onde quer que ela quisesse ir. Mas o que ele nunca soube, foi que o serviço sujo na calça dele, não foi a costureira quem fez, e sim sua endiabrada esposa.
“As vezes, só por malandragem, o demônio nos cutuca e nosso anjo acaba rindo”.
Uns dias depois, apareceu uma ótima oportunidade . Ele havia passado no shopping e comprado umas calças, tão logo as experimentou, viu que estavam compridas demais.
Chamou Márcia e lhe disse:
--Meça aqui meu bem, e faz a barra para mim...
--Eu? Fazer as barras das tuas calças? Não faço não!!!
--Faz sim!
--Não faço e pronto! Ele também já a conhecia...
Pois não faça disse ele aborrecido, eu levarei a uma costureira.
Uma semana depois, as calças estavam de volta da costureira, mas ele não as usou de imediato. Márcia deu uma olhada nas calças e foi ai que o demônio começou a cutucá-la embora o Anjo fizesse ver que era pura maldade. Mas uma risadinha safada tomou conta dela, pois a idéia que o demônio lhe dera, já havia tomado forma.
Quando por fim, seu marido resolveu usar uma das calças, pegou bem “aquela”. Márcia deu uma olhada como quem não quer nada e ficou por isso mesmo. Se ele notou alguma coisa também não falou nada e foi trabalhar. Quando veio almoçar, ele olhava de uma perna para outra até que perguntou à filha:
--Você não acha que esta calça esta com uma perna mais curta que a outra?.
--Nossa pai, está sim, que costureira você arrumou heim?
Ai, ele tirou a calça mais que depressa e pediu com toda a delicadeza se Márcia podia arrumá-la, que “ naquela costureira dos diabos” ele não voltava mais.
Esta certo, Márcia respondeu, segurando o riso e com a cara mais inocente possível - deixe em cima da cama que eu conserto como puder.
Depois disso, por uns bons tempo, mesmo não gostando, ele não se recusou a levar Márcia onde quer que ela quisesse ir. Mas o que ele nunca soube, foi que o serviço sujo na calça dele, não foi a costureira quem fez, e sim sua endiabrada esposa.
“As vezes, só por malandragem, o demônio nos cutuca e nosso anjo acaba rindo”.
Doroni Hilgenberg
OB. Conto classificado entre os 100 melhores no Concurso da Revista Claudia., e pelo qual eu ganhei o livro autografado de Paulo Coelho “ O Demônio da Srta. Prym.- 27-10-2.000
OB. Conto classificado entre os 100 melhores no Concurso da Revista Claudia., e pelo qual eu ganhei o livro autografado de Paulo Coelho “ O Demônio da Srta. Prym.- 27-10-2.000
terça-feira, 8 de setembro de 2009
TERRA CAÍDA

TERRA CAÍDA
O Caboclo Sebastião, que todos conheciam como Sabá, era um simples pescador mas vivia feliz da vida e nada lhe faltava. A vida no meio das matas era boa, tinha uma pequena casinha, uma mulher e quatro filhos sadios. O rio lhe dava os peixes de graça, as matas lhe davam frutos em abundância e da rocinha do fundo do quintal ele colhia o suficiente para comer. De vez em quando saia atrás de uma jacaretinga ou de um tracajá, para fazer um prato domingueiro. Quando as crianças crescessem mais um pouco, ele mandaria para casa do irmão para que aprendessem a ler e escrever, pois que caboclo não carece de muita instrução. Todo o seu prazer se encontra em contato com a natureza, na vida livre, onde todo dia se descobre uma alegria diferente, seja com os trinados dos passarinhos, duendes da floresta, botos, iaras, sereias e até mesmo o seu próprio canto.
E assim, Sabá ia levando a vida e agradecendo a Deus por toda aquela maravilha que se descortinava ante seus olhos. Nos fins de semana, saia de canoa, madrugadinha ainda, a pescar com o clarão da lua, a iluminar-lhe a vida e o caminho. Como é grandioso este rio, pensava ele, e este céu, a lua e as estrelas, que envolvem a todos numa intensa magia e numa paz imorredoura . Deus é justo pensava ele, dá a cada um o que merece. Depois, ele vendia na feira todo o produto e seu trabalho e voltava para casa com mantimentos para a semana, não esquecendo de alguns bombons para as crianças. Quando o dinheiro sobrava, comprava para a mulher um corte de chita ou uma água de colônia,e ela ficava feliz. Um dia, numa dessas viagens, ele trouxe consigo umas galinhas e um galo de raça. Construiu um galinheiro bem longe de casa, quase junto ao rio, para que o mau cheiro não os importunasse. Com o tempo, as galinhas botaram, chocaram e a população de galináceos cresceu. Tudo corria bem, melhor que quando ainda moravam num dos Igarapés de Manaus, e em épocas de enchentes ficava quase louco, pois perdia tudo o que possuía.
Mas uma noite, Sabá acorda assustado com os latidos insistentes e ameaçadores de seu cão Tupã. Rápido, levanta-se e corre a tempo de ver o galinheiro flutuando já longe, ao sabor da correnteza num enorme pedaço de Terra Caída. Num repente, pensa em ir atrás com a canoa e salvar as galinhas, mas desiste que a correnteza em certos trechos é braba e vai longe. Lembrou-se então da choca, que por sorte, havia retirado do galinheiro e colocado em baixo da casa. Bem, pensou ele: “ breve terei meus frangos outra vez”, Voltou para sua rede e dormiu o resto da noite como se nada de mal tivesse acontecido. E de fato, nada de mau acontecera.
Moral: "O pouco com Deus é muito “
sobre a obra : Conto Regional
•Terra Caída: - São grandes pedaços de terra arrancados de barrancos à margem dos rios,( pela força das águas) levando consigo, árvores, arbustos, capim e moradias, que são arrastados pelas correntes, como pequenas ilhas flutuantes.
•Tracajá: - Uma espécie de tartaruga ( um manjar dos deuses)
•Jacaretinga: - Filhote de jacaré ( carne deliciosa)
sexta-feira, 28 de agosto de 2009
DESABAFO
"Munido de coragem" ÉTICA MORRE NA POLÍTICA DO PAÍS
O empressário Oded Grajew, do Conselho administrativo do Instituto Ethos de Empresas e responsabilidade Social, causou mal estar, ontem, na reunião do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social ao pedir um minuto de silêncio " pelo falecimento ético e moral do sistema político brasileiro". Não são as pessoas - Sarney ou Collor-, é o sistema, que permite a ascensão de pessoas pouco comprometidas com a ética ".
Oded Grajew- Jornal " A Critica" 28-08-2.009
domingo, 23 de agosto de 2009
NOTÍCIAS DO PANTANAL
E AÍ?!!!NOTÍCIAS DO PANTANAL
Era uma vez, uma princesa que beijou um sapo, na certeza de que, ao quebrar-se o encanto, o sapo voltaria a ser um príncipe. Em vez disso, foi a princesa que se transformou numa sapa. Uma variação é a do príncipe que matou a princesa para ficar com o dragão. Essas fábulas invertidas já foram tudo na vida: desenho animado, cartum, história em quadrinhos. Mas seu habitat natural - o pântano - é o mundo político.
Foi o que o presidente Lula fez de novo nesta semana, insistindo em abraçar-se ao dragão, mesmo que lhe custasse a perda de velhos aliados. Pela repetição, tal atitude não deveria surpreender ninguém e, aos que se indignaram e pediram o boné, desligando-se do PT, só não se entende porque não o fizeram há mais tempo.Nos últimos anos, nomes respeitáveis do petismo já caíram fora, e pelo mesmo motivo - para escapar ao miasma. Em todas essas defecções, a reação de Lula resumiu-se a - "os incomodados que se mudem". Sua autossuficiência fará com que, até o final do mandato, a troca de times se complete: a seu lado, estarão todas as figuras que um dia ele execrou e aos quais parecia uma alternativa: Sarney, Collor, Maluf e os demais.
Na oposição ou de pijama em casa, os "companheiros" que em 1980, lhe ensinaram as primeiras letras e o usaram como pôster para suas idéias, sem imaginar que o pôster fosse ganhar vida, vestir a casaca e virá-la pelo avesso. Lula ficou maior que o PT. Enquanto esse se afoga no mangue, o presidente nada de braçada no azul. É imune a algas, dejetos e caranguejos, como se fosse feito de teflon - como o definiu no passado seu mais simbólico adversário, o hoje também aliado Delfin Netto. Nada se gruda a Lula. Dentro de ano e pouco, sairá do governo fresco como uma rosa, deixando o brejo coaxando pela sua volta.
Um texto de RUI CASTRO - Agência Folha - 22-08-2.009
quarta-feira, 19 de agosto de 2009
QUEM???!!!

Este texto é da amiga Silvia Regina publicado no Recanto das Letras, eu o trouxe para o meu
BLOG porque o achei FENOMENAL ( a imagem é outra, pois não consegui copiar as originais)
QUEM???!!!!
Quem será que falou?
Quem sempre calou?
Quem não comprou, e nem viu,
a viagem de quem saiu??!
Quem gastou os catorze mil?
num telefone sem fio?
Quem será que assinou
a lei que nem sequer leu?
E quem será que concedeu
presentes que não pagou?
Quem comeu e quem cedeu?
Quem comeu e quem cedeu?
Quem subiu e quem desceu?
Quem foi que disse o quê
-que não quis o quê -
e porquê?
Quem ganhou pizza, e sambou
Mulher sem vergonha no seio.
Quem não chegou e nem veio?
Quem saiu com bolsos cheios?
Quem, ali, um castelo sonhou,
e um doce príncipe se tornou
pois nem imposto ele pagou?
Quem foi que lá cantou,
e quem leu alguns poemas
- tudo tão fora do esquema?
Quem sumiu com uns papéis
e vendeu terrenos no céu?
Quem tem neto que viajou,
do governo, num jatinho
foi o filho ou o sobrinho?
Talvez alguma amante,
foi a Miami num instante.
Será que foi o senador,
parecido com cangaceiro
que tem um tiro certeiro
e olhar de condor atento?
Aquele - o de roxo saco-
(que sempre causou asco)
sentando no magno assento,
pra confiscar nosso dinheiro
e encher seu próprio celeiro?
Bem, tudo é muito secreto,
com senhores tão diletos,
que falam baixo, os discretos...
E passaram de mil e oitocentos,
aqueles estranhos decretos,
que foram voando no vento...
Ah, é bem feito a este povo desatento,
que deixa rirem dos seus sentimentos,
pois eles são todos amigos de infância,
rindo da nossa santa ignorância....
Tomara nas próximas urnas,
esta súcia toda se vá
- suma,varridos direto pra rua.
E o povo - que não riu -
pois está claro e visto,
finalmente envie a Todos
(com perdão da má expressão)
à puta que os pariu!!!É isto.
***Silvia Regina Costa Lima13 de agosto de 2009
segunda-feira, 29 de junho de 2009
IGNORÂNCIA

IGNORÂNCIA
Maria Julia era uma menina que vivia perambulando pelo nosso bairro, e todos a conheciam como “ Zula, a bobinha”. Quer fizesse sol, chuva ou frio, lá estava ela, sempre na rua, suja e maltrapilha, com o nariz escorrendo e aquele rostinho fragilizado a esperar sabe-se lá o que da vida. Onde quer que achasse um portão aberto, ela entrava, postava-se em frente a porta da casa e ali ficava até que lhe dessem um prato de comida.. Nada falava e nada exigia, e de vez enquanto o esboço de um sorriso transparecia em seu rosto ao ver a alegria das crianças que brincavam felizes.
Tinha pai e tinha mãe, mas de que lhe adiantava? Nem lhe enxergavam no meio daquela turminha onde o alimento era escasso e o carinho não existia. O pai trabalhava feito louco e se desdobrava em horas extras, mas mesmo assim o salário era pouco, para saciar aquela prole. A mãe, que poderia estar ajudando, mais parecia um anciã em seus 45 anos de vida e 10 filhos, doente, envelhecida e alquebrada nada mais fazia a não ser dormir. Os filhos tão logo aprendiam a correr, também aprendiam que a rua era o melhor lugar para a barriga vazia e perambulavam pelos bairros da periferia.
E assim, Zula entrou para a adolescência e foi ficando mocinha. As pessoas mais compreensivas e generosas do bairro, ( incluindo minha mãe), colocavam-na no banho e davam-lhe uma muda de roupa usada para trocar, o que para ela, era um presente dos deuses e a felicidade transparecia em seu olhar. Ninguém sabia porque ela não falava, soltava a voz, mas só para dizer entre dentes: “ sim e não, sim e não”. Só aparecia em sua casa para dormir, isto quando aparecia, pois a maior parte das vezes ela dormia no banco da praça ou nos degraus da igreja para indignação das beatas , que tanto se incomodavam mas nada faziam para melhorar a vida daquela pobre criatura ambulante.
Um dia, Zula apareceu doente e vomitando. As beatas ficaram com os cabelos em pé, e se ela estivesse grávida? Uma delas, banhou Zula trocou-a e a levou a um médico, e de fato, estava grávida. O alarido do bairro foi geral pois todas as comadres a conheciam e a noticia se alastrou em questão de minutos. Quem seria o bastardo abusante? E por mais que perguntassem a Zula, ela nada respondia, era de uma ignorância total. Mas que esperar de uma menina de 13 anos, bobinha e analfabeta que jamais teve conhecimento das regras básicas da vida e das maldades que proliferavam?
Havia tantos culpados...
O médico, ciente da vida que a menina levava, e de todos os problemas que poderiam surgir com uma criança à tiracolo, prontificou-se a fazer um aborto. Mas as beatas reagiram de modo espetacular, e se prontificaram a cuidar da menina, na intenção de salvar uma alma de Deus. E assim, Zula foi levando a vida e a barriga para frente. Comia e dormia aqui e ali, mas ninguém a queria definitivamente. Quando chegou o dia do BB nascer, alguém a levou para o hospital e esqueceu-a. E ela teve o BB, um bonito e viçoso menino, que tão logo foi colocado sem seus braços, ela agarrava e enchia de beijos numa euforia quase louca, como se fora o brinquedo que ela jamais tivera .Quando teve alta, ninguém apareceu para ajudá-la, nem sequer um parente. A direção do hospital achou por bem, ficar com o BB para ser adotado por alguém que garantisse um futuro promissor para àquele linda e adorável
criança que de nada tinha culpa.
À tarde, colocaram-na chorando para fora do hospital, mas ela, sem o seu precioso fardo, não foi embora. Ficou ali, rondando o hospital feito um cachorrinho acuado. E veio a noite, não se sabe como ela conseguiu burlar a vigilância e entrar no hospital. Do mesmo modo, conseguiu entrar no berçário, e na semi-claridade, pegar o BB que julgava ser seu, pois
“ Mãe nunca se engana”, e sair de mansinho, com o precioso fardo nos braços.
Correu para fora feliz da vida com seus filho quentinho e seguro em seus braços. Foi então que ouviu a balburdia das enfermeiras alertando os guardas, que imediatamente correram atrás dela. Ela correu mais ainda, frágil e fraca como estava, tropeçou no meio da rua e estatelou-se no meio do asfalto que imediatamente se tingiu de rubro, pois um carro que passava em alta velocidade não pode frear em tempo e matou-a instantaneamente. O BB, arremessado ao longe, bateu a cabecinha no asfalto e também morreu. Imediatamente juntou-se uma multidão de curiosos, mídia e autoridades para cobrir e divulgar a tragédia. No outro dia, Zula que enquanto viva, era só uma bobinha indigente, virou manchete na primeira página, mas a verdade da verdade, jamais foi dita.
Mas só assim, a pequena Zula subiu para Deus com o seu preciosos fardo e enfim descansou.
Sobre a obra
Quantas Marias perambulam por ai, sem cuidados, sem amparo e sem condições dignas para sobreviverem?
Maria Julia era uma menina que vivia perambulando pelo nosso bairro, e todos a conheciam como “ Zula, a bobinha”. Quer fizesse sol, chuva ou frio, lá estava ela, sempre na rua, suja e maltrapilha, com o nariz escorrendo e aquele rostinho fragilizado a esperar sabe-se lá o que da vida. Onde quer que achasse um portão aberto, ela entrava, postava-se em frente a porta da casa e ali ficava até que lhe dessem um prato de comida.. Nada falava e nada exigia, e de vez enquanto o esboço de um sorriso transparecia em seu rosto ao ver a alegria das crianças que brincavam felizes.
Tinha pai e tinha mãe, mas de que lhe adiantava? Nem lhe enxergavam no meio daquela turminha onde o alimento era escasso e o carinho não existia. O pai trabalhava feito louco e se desdobrava em horas extras, mas mesmo assim o salário era pouco, para saciar aquela prole. A mãe, que poderia estar ajudando, mais parecia um anciã em seus 45 anos de vida e 10 filhos, doente, envelhecida e alquebrada nada mais fazia a não ser dormir. Os filhos tão logo aprendiam a correr, também aprendiam que a rua era o melhor lugar para a barriga vazia e perambulavam pelos bairros da periferia.
E assim, Zula entrou para a adolescência e foi ficando mocinha. As pessoas mais compreensivas e generosas do bairro, ( incluindo minha mãe), colocavam-na no banho e davam-lhe uma muda de roupa usada para trocar, o que para ela, era um presente dos deuses e a felicidade transparecia em seu olhar. Ninguém sabia porque ela não falava, soltava a voz, mas só para dizer entre dentes: “ sim e não, sim e não”. Só aparecia em sua casa para dormir, isto quando aparecia, pois a maior parte das vezes ela dormia no banco da praça ou nos degraus da igreja para indignação das beatas , que tanto se incomodavam mas nada faziam para melhorar a vida daquela pobre criatura ambulante.
Um dia, Zula apareceu doente e vomitando. As beatas ficaram com os cabelos em pé, e se ela estivesse grávida? Uma delas, banhou Zula trocou-a e a levou a um médico, e de fato, estava grávida. O alarido do bairro foi geral pois todas as comadres a conheciam e a noticia se alastrou em questão de minutos. Quem seria o bastardo abusante? E por mais que perguntassem a Zula, ela nada respondia, era de uma ignorância total. Mas que esperar de uma menina de 13 anos, bobinha e analfabeta que jamais teve conhecimento das regras básicas da vida e das maldades que proliferavam?
Havia tantos culpados...
O médico, ciente da vida que a menina levava, e de todos os problemas que poderiam surgir com uma criança à tiracolo, prontificou-se a fazer um aborto. Mas as beatas reagiram de modo espetacular, e se prontificaram a cuidar da menina, na intenção de salvar uma alma de Deus. E assim, Zula foi levando a vida e a barriga para frente. Comia e dormia aqui e ali, mas ninguém a queria definitivamente. Quando chegou o dia do BB nascer, alguém a levou para o hospital e esqueceu-a. E ela teve o BB, um bonito e viçoso menino, que tão logo foi colocado sem seus braços, ela agarrava e enchia de beijos numa euforia quase louca, como se fora o brinquedo que ela jamais tivera .Quando teve alta, ninguém apareceu para ajudá-la, nem sequer um parente. A direção do hospital achou por bem, ficar com o BB para ser adotado por alguém que garantisse um futuro promissor para àquele linda e adorável
criança que de nada tinha culpa.
À tarde, colocaram-na chorando para fora do hospital, mas ela, sem o seu precioso fardo, não foi embora. Ficou ali, rondando o hospital feito um cachorrinho acuado. E veio a noite, não se sabe como ela conseguiu burlar a vigilância e entrar no hospital. Do mesmo modo, conseguiu entrar no berçário, e na semi-claridade, pegar o BB que julgava ser seu, pois
“ Mãe nunca se engana”, e sair de mansinho, com o precioso fardo nos braços.
Correu para fora feliz da vida com seus filho quentinho e seguro em seus braços. Foi então que ouviu a balburdia das enfermeiras alertando os guardas, que imediatamente correram atrás dela. Ela correu mais ainda, frágil e fraca como estava, tropeçou no meio da rua e estatelou-se no meio do asfalto que imediatamente se tingiu de rubro, pois um carro que passava em alta velocidade não pode frear em tempo e matou-a instantaneamente. O BB, arremessado ao longe, bateu a cabecinha no asfalto e também morreu. Imediatamente juntou-se uma multidão de curiosos, mídia e autoridades para cobrir e divulgar a tragédia. No outro dia, Zula que enquanto viva, era só uma bobinha indigente, virou manchete na primeira página, mas a verdade da verdade, jamais foi dita.
Mas só assim, a pequena Zula subiu para Deus com o seu preciosos fardo e enfim descansou.
Sobre a obra
Quantas Marias perambulam por ai, sem cuidados, sem amparo e sem condições dignas para sobreviverem?
sexta-feira, 5 de junho de 2009
A LENDA DO GUARANÁ

A LENDA DO GUARANÁ
Conta a lenda que um casal de índios Maués, viviam juntos a muitos anos e ainda não tinham filhos. Um dia, pediram a Tupã para dar-lhes uma criança. Tupã atendeu o desejo do casal e deu-lhes um lindo menino, que cresceu cheio de graça e beleza e se tornou querido de toda a tribo.
No entanto, Jurupari, o Deus da escuridão e do mal, sentia muita inveja do menino e decidiu matá-lo. Certo dia, quando o menino foi coletar frutos na floresta, Jurupari aproveitou para se transformar numa serpente venenosa e matar o menino. Neste momento, fortes trovões ecoaram por toda a aldeia, e relâmpagos luziam no céu em protesto.
A mãe, chorando em desespero ao achar seu filho morto, entendeu que os trovões eram uma mensagem de Tupã. Em sua crença, Tupã dizia-lhe que deveria plantar os olhos da criança e que deles nasceria uma nova planta, dando saborosos frutos, que fortaleceria os jovens e revigoraria os velhos. E os índios, plantaram os olhos da criança e regavam todos os dias. Logo mais, nesse lugarzinho onde foi enterrado os olhos do indiozinho, nasceu o Guaraná, cujos frutos, negros como azeviche, envoltos por uma orla branca em sementes rubras, são muito semelhantes aos olhos dos seres humanos.
O GUARANÁ
O Guaraná é um arbusto trepador pertencente à família das Sepindáceas, Paullinia Cupana. Sua casca é escura e as cascas são pinadas. As flores de tamanho médio são muito aromáticas, e os frutos, vermelhos e brilhantes, quando secos tornam-se pretos. O Guaraná é muito empregado como planta medicinal para evitar a arteriosclerose, e auxiliar nos problemas do coração e das artérias, funcionando como um notável cardiovascular. Pode também ser usado como sedativo e adstringente intestinal, na ocorrência de diarréias crônicas. Suas sementes após torradas e moídas, convertidas em massa, é utilizadas no comercio como pó de guaraná, e serve para o feitio de refrescos e refrigerantes.
A FESTA DO GUARANÁ
A primeira festa do guaraná realizada em Maués, ( a 260 Km de Manaus), deu-se em novembro de 1979, com o apoio da prefeitura e do governo do Estado do Amazonas. Este evento foi criado como forma de homenagear o produtor de Guaraná, que é a base de sustentação do município de Maués, atraindo novos investimento e divulgando o guaraná além de suas fronteiras. Em 1.980, a festa do Guaraná ganhou espaço internacional, quando foi transmitida pelo fantástico pela Rede Globo de televisão. Em 1.995 , a festa do Guaraná passou a ser transmitida via Satélite pela Rede Amazônica de Televisão. Esta festa é muito bonita, pois é realizado o concurso de Rainha do Guaraná, apresentada a lenda do Guaraná e os rituais de tucandeira e outras manifestações culturais do município. E como se vê, a planta trouxe realmente progresso para a tribo, devido ao abundante comércio de suas mudas , que são cultivadas em sua maior parte pelos índios Maués.
Doroni Hilgenberg
Editado no Overmundo- 271 votos e 53 comentários
http://www.overmundo.com.br/banco/a-lenda-do-guarana
quinta-feira, 4 de junho de 2009
O APELIDO

O Apelido
Quando fiz dezesseis anos, achei que já estava na hora de arrumar um namorado. Todas as minhas amigas já estavam namorando e eu não queria segurar vela. Embora papai achasse que eu era nova ainda, eu achava que estava na idade certa e da razão. Um belo dia, numa festinha na casa de amigas, fiquei conhecendo o José. José mesmo! Era bonitinho, sabia dançar, sabia conversar e tal como eu era estudante. Achei que daria um bom namorado.
Uma semana depois estava eu toda feliz com um namorado, indo a festinhas aqui, cinemas ali, passeios pra cá, colégio pra lá e tudo corria às mil maravilhas, pois até meu pai depois de conhecer o menino se encantou pelo mocinho. Mas nosso namoro continuou legal até eu descobrir seu apelido: –Juquinha! De cara eu detestei. Porque Juquinha? Fosse Zé ou Zequinha, vá lá, mas Juquinha... jamais! Me parecia tão caipira...
Comecei a implicar com o garoto na esperança de que ele se interessasse por outra garota e esquecesse que eu existia. Vã esperança. Não havia jeito. Por mais que eu deliberadamente faltasse aos encontros, por mais que eu implicasse com suas roupas e seu cabelo, ele não arredava o pé. E eu, via o tempo passando e o Juquinha cada vez mais grudado em mim. Namorado é isso! Pensei comigo que em breve ele ia servir o exército e então eu poderia terminar o namoro pois geralmente naquela época os meninos da classe média, iam servir no Rio de Janeiro. Mas quê! Ledo engano, para azar meu ele foi dispensado. E eu cada vez mais chateada e ele cada vez mais enamorado.
Nesta época eu já estava de olho num certo Antonio que morava no outro bairro. Enfim, que seria de nossa juventude se tivéssemos só um namorado? Seria como provar só um doce até ficar enjoativo. Para aumentar mais ainda a minha insatisfação, minha mãe dizia que o Juquinha era baixinho. Já pensaram? Juquinha e baixinho! A esperança de que ele se esticasse no quartel já não existia e eu, pobre de mim, já sou baixinha. Ficava imaginando que se acaso casasse com ele, nossos filhos seriam anões. Nada contra, mas dois baixinhos não dá pé. Naquela semana terminei o namoro. Pobre Juquinha, julguei ver lágrimas em seus olhos, mas que fazer, era eu ou ele.
Um mês depois, estava de namorado novo, nada mais e nada menos, que o certo Antonio do bairro vizinho. Alto, magro e brincalhão. Mas nosso namoro só durou até eu descobrir seu apelido. Querem saber? Eu não conto, é outra história...
Doroni Hilgenberg
quarta-feira, 6 de maio de 2009
DIBS, EM BUSCA DE SI MESMO
Toda a criança precisa de atenção e carinhoDIBS, EM BUSCA DE SI MESMO
RESENHA
Em seu comovente relato, a autora nos põe em contato com o traumático mundo de Dibs, uma criança que não falava, não brincava e que vivia perdido em si mesmo, muitas vezes tendo violentos acessos de raiva que deixava confusos o pediatra e o psicólogo que tratavam dele na escola. Mas o pequeno Dibs tinha uma inteligência rara e um QI elevadíssimo que, sem o apoio incondicional e o amor da família tradicional, exigente e extremamente conservadora, não encontra campo para se expandir, tornando-se assim, um menino arisco, problemático e fechado em si mesmo, mas ciente das coisas e de tudo o que se passa ao redor, assimilando sozinho seus aprendizados, conhecimentos e conquistas, as quais, devido a sua pouca idade, ainda não tinha noções de sua utilidade e se sentia perdido entre o mundo da criança e o mundo do adulto, o mundo da fantasia e o mundo real, entre o certo e o errado e entre o bem e o mal.
Ciente do que fala em seu livro, a autora Virginia Axline, que também é técnica em ludoterapia e tratamento de crianças com distúrbios emocionais, nos revela o mundo novo que vai se abrindo para Dibs quando este começa a freqüentar as aulas de ludoterapia e em contato com a professora que o entende e o estimula, que não lhe faz cobranças e nem o castiga, deixa-o livre com diversos brinquedos e conversas á sua vontade, ele vai adquirindo confiança e se sentindo cada vez mais seguro de si, e percebendo o seu valor vai encontrando o seu próprio caminho.
RESENHA
Em seu comovente relato, a autora nos põe em contato com o traumático mundo de Dibs, uma criança que não falava, não brincava e que vivia perdido em si mesmo, muitas vezes tendo violentos acessos de raiva que deixava confusos o pediatra e o psicólogo que tratavam dele na escola. Mas o pequeno Dibs tinha uma inteligência rara e um QI elevadíssimo que, sem o apoio incondicional e o amor da família tradicional, exigente e extremamente conservadora, não encontra campo para se expandir, tornando-se assim, um menino arisco, problemático e fechado em si mesmo, mas ciente das coisas e de tudo o que se passa ao redor, assimilando sozinho seus aprendizados, conhecimentos e conquistas, as quais, devido a sua pouca idade, ainda não tinha noções de sua utilidade e se sentia perdido entre o mundo da criança e o mundo do adulto, o mundo da fantasia e o mundo real, entre o certo e o errado e entre o bem e o mal.
Ciente do que fala em seu livro, a autora Virginia Axline, que também é técnica em ludoterapia e tratamento de crianças com distúrbios emocionais, nos revela o mundo novo que vai se abrindo para Dibs quando este começa a freqüentar as aulas de ludoterapia e em contato com a professora que o entende e o estimula, que não lhe faz cobranças e nem o castiga, deixa-o livre com diversos brinquedos e conversas á sua vontade, ele vai adquirindo confiança e se sentindo cada vez mais seguro de si, e percebendo o seu valor vai encontrando o seu próprio caminho.
E, é por uma simples janela da sala de aula que ele consegue ver o mundo com os olhos de um outro Dibs, mais alegre e consciente de si mesmo, sabendo quem é, o que quer e o seu valor como ser humano num mundo onde impera o preconceito e a intolerância.
Ao ler o livro, fiquei emocionada com a história de Dibs e indignada com o tratamento que o pai ( uma pessoa culta) dispensava ao pequeno, pois além de não lhe dar atenção, ainda o chamava de idiota, palavra que jamais deve ser dita para uma criança em desenvolvimento e não é aceitável que um pai possa tratar o filho como idiota, uma palavra pesada e de conseqüências nefastas no cognitivo emocional de uma criança, ainda mais quando vindas de pessoas que tem por obrigação de transmitir conforto, amor e carinho. Quanto à mãe, logo teve a certeza de que seu filho não era tão mau como o pai apregoava, ele precisava de amor e atenção e sobretudo, respeito pelo seu modo de ser.
Apesar de ter pouca coisa em comum, a não ser os meninos com uma inteligência rara e incompreendida, a história de Dibs, me fez lembrar de outra: “ Meu pé de Laranja Lima”
cujo autor é José Mauro de Vasconcellos. Ele nos conta a história de Zezé, um menino que incompreendido pelo pai, ganhava surras enormes cada vez que aprontava suas traquinagens. Mas ao contrário de Dibs que não tinha amigos, Zezé tinha como confidente um Pé de Laranja Lima, e uma irmã como amiga que sempre velava por ele. Também havia um taberneiro, seu Portuga, que gostava muito do garoto, mas infelizmente morre no inicio da história deixando-o
Ao ler o livro, fiquei emocionada com a história de Dibs e indignada com o tratamento que o pai ( uma pessoa culta) dispensava ao pequeno, pois além de não lhe dar atenção, ainda o chamava de idiota, palavra que jamais deve ser dita para uma criança em desenvolvimento e não é aceitável que um pai possa tratar o filho como idiota, uma palavra pesada e de conseqüências nefastas no cognitivo emocional de uma criança, ainda mais quando vindas de pessoas que tem por obrigação de transmitir conforto, amor e carinho. Quanto à mãe, logo teve a certeza de que seu filho não era tão mau como o pai apregoava, ele precisava de amor e atenção e sobretudo, respeito pelo seu modo de ser.
Apesar de ter pouca coisa em comum, a não ser os meninos com uma inteligência rara e incompreendida, a história de Dibs, me fez lembrar de outra: “ Meu pé de Laranja Lima”
cujo autor é José Mauro de Vasconcellos. Ele nos conta a história de Zezé, um menino que incompreendido pelo pai, ganhava surras enormes cada vez que aprontava suas traquinagens. Mas ao contrário de Dibs que não tinha amigos, Zezé tinha como confidente um Pé de Laranja Lima, e uma irmã como amiga que sempre velava por ele. Também havia um taberneiro, seu Portuga, que gostava muito do garoto, mas infelizmente morre no inicio da história deixando-o
só e inconsolável, mas aprontando cada vez mais e apanhando também.
Seja como for, trazendo lembranças diversas ou mexendo em nossa consciência, fazendo-nos sentir como é a vida de uma criança fechada e perdida em si mesma, a história de Dibs é triste
Seja como for, trazendo lembranças diversas ou mexendo em nossa consciência, fazendo-nos sentir como é a vida de uma criança fechada e perdida em si mesma, a história de Dibs é triste
e comovente, de uma utilidade sem tamanho na área de medicina alternativa e deve ser lida e entendida por todas as pessoas que exercem a profissão com crianças excepcionais
e problemáticas em qualquer campo da psiquiatria e da pedagogia, que tem por obrigação orientá-las e ajudá-las a encontrar seu caminho. É aconselhável também para todos os pais intransigentes e conservadores que não entendem que é através de uma série de procuras e descobertas, de erros e acertos e principalmente de aceitação, que toda a criança, quer seja problemática ou não, vai se encontrando e delineando seu próprio caminho.
Doroni Hilgenberg
Resenha do Livro:
Dibs, em busca de si mesmo
(psicoterapia infantil)
autora: Virginia M. Axline
tradutora: Célia soares Linhares
editora : Agir, RJ. 2.001
22* edição
e problemáticas em qualquer campo da psiquiatria e da pedagogia, que tem por obrigação orientá-las e ajudá-las a encontrar seu caminho. É aconselhável também para todos os pais intransigentes e conservadores que não entendem que é através de uma série de procuras e descobertas, de erros e acertos e principalmente de aceitação, que toda a criança, quer seja problemática ou não, vai se encontrando e delineando seu próprio caminho.
Doroni Hilgenberg
Resenha do Livro:
Dibs, em busca de si mesmo
(psicoterapia infantil)
autora: Virginia M. Axline
tradutora: Célia soares Linhares
editora : Agir, RJ. 2.001
22* edição
Editado no Overmundo
sábado, 25 de abril de 2009
DANDO O TROCO
Gato folgado!DANDO O TROCO
Já fazia tempo que eu vivia aborrecida com meu marido. Isto porque ele chegava tarde em casa e não levava a chave para que pudesse entrar quando bem entendesse. Não que voltasse de madrugada, isso não, mas sempre chegava depois das 10 horas da noite. E aquilo já estava me cansando, afinal, na época eu tinha três filhos pequenos, que estudavam pela manhã e precisava acordar cedo para despacha-los para o colégio. Mas meu marido parecia pouco estar se importando com o meu aborrecimento, e embora eu brigasse e soltasse umas cobras e lagartos,
acabávamos nos acertando na cama e a chave continuava sempre na porta da sala.
Eu colocava as crianças para dormir e ficava naquela espera enervante até ele chegar, e quando chegava era quase sempre uma briga pelos mesmos motivos, a demora e o medo que eu tinha de que algo pudesse lhe acontecer. Mas ele nem ligava... abusante!!! Gostava que eu ficasse esperando-o para esquentar-lhe o jantar, fazer-lhe um café fresquinho, e depois disso, já era meia noite. E ainda dizia que eu era ciumenta.
E eu respondia indignada:
--Eu ciumenta? Ora, qualquer dia você me paga!
Uma bela noite, eu não agüentei mais... Fechei a casa, liguei o ar condicionado (que fazia um barulho enorme) e fui dormir. Pensei comigo que se não escutasse ele bater, as crianças escutariam e abririam a porta para ele. E, no horário de sempre, ele chega. Bate aqui, bate ali e nada. As crianças com o sono pesado e o ar condicionado ligado, não o ouviram bater, ou se ouviram, não se incomodaram com quem quer que fosse que estivesse batendo àquela hora da noite. E eu, como estava disposta a castigá-lo, também não ouvi nada, estava dormindo o sono dos justos. E ele bateu nas portas e bateu nas janelas e nada de conseguir entrar.
Cansado e com medo que os vizinhos viessem ver o porquê daquela barulheira toda, ele desistiu. Cedinho, quando acordei, e abri a porta da sala, lá estava ele, sentado na cadeira de balanço na varanda, com uma cara mais azeda que limão, olhos inchados e todo dolorido, e eu, sorrindo de orelha à orelha, sequer me importei com o olhar atravessado que ganhei pelo resto da semana, mas a chave mudou de lugar. Até que enfim, tivera a coragem de aprontar também..
Doroni Hilgenberg
A CARTA DA FLORESTA
Os Escritores e demais participantes do Festival Internacional da Floresta- FLIFLORESTA, reunidos em Manaus, capital do Amazonas, de 17 a 22 de novembro de 2.008, elaboraram esta CARTA DA FLORESTA, que expressa sentimentos, preocupações e compromissos em relação ao presente a ao futuro da Amazônia e das suas populações.
A Amazônia pela sua complexidade e importância para o futuro da Terra, ocupa o centro das preocupações e debates sobre a vida no planeta. Estudá-la, compreendê-la e defendê-la da ação predatória de certos modelos de desenvolvimento é uma responsabilidade de todos os cidadãos que fazem a história da nação brasileira. É tarefa dos homens e mulheres comprometidos com a vida, com a construção de um mundo melhor e com a esperança. Daqueles que crêem na utopia e na realização do sonho de edificação de uma terra sem males.
Ciosos do significado que a pátria das águas , das florestas e da magia - a nossa Amazônia-tem para a continuidade da vida, afirmamos nosso compromisso de defendê-la e empreender esforços para promover iniciativas capazes de preservá-la como espaço vital do ser humano, dos bichos, das plantas, das águas, dos passarinhos. De todos os seres, inclusive os encantados. E por compreendermos que todos têm direito à vida, comprometemo-nos com a vida e os habitantes da terra de Ajuricaba - herói da Amazônia e personificação dos homens e mulheres de boa vontade que lutam por um futuro generoso, justo e melhor para todos.
1 - Que a Amazônia brasileira pertence ao povo brasileiro, que por meio de suas instituições, deve agir para protegê-la em benefício das suas populações e da humanidade;
2 - Que países amazônicos devem agir com precaução mútua, para proteger seus ecosistemas em benefício das suas populações e humanidade;
3 - Que as intervenções sociais, econômicas e políticas para a Amazônia, quando necessárias, partam das necessidades e valores das suas populações, e não de interesses que se superponham a essa peculiaridade;
4 - Que a Amazônia seja compreendida como múltiplos e complexos sistemas biológicos e culturais, cuja interdependência não pode ser negligenciada em prejuízo do ambiente e das suas populações.
5 - Que as decisões de políticas públicas e outras formas de interveção na natureza e no ambiente social, quando necessários, se efetivem por meio de diálogo entre conhecimento, tecnologia e os saberes tradicionais dos povos amazônicos;
6 - Que as culturas amazônicas, nas suas mais variadas manifestações de criatividade e saber, sejam sempre reconhecidas como produção intelectual indissociavel dos seus produtores indiviuais ou coletivos;
7 - Que se expresse o repúdio, de forma imediata e enérgica, a qualquer forma de preconceitos e de vontade de subjugar os povos da Amazônia;
8 - Que os governos dos países amazônicos empreendam ações conjuntamente para assegurar os deslocamentos culturais das populações tradicionais que vivem nas regiões fronteiriças, para que as suas terras tenham a legitimidade e a continuidade referendadas por suas tradições;
9 - Que os conflitos inerentes às cidades e o meio rural amazônicosejam mitigados pelo Poder Público e pela sociedade, para que não se transformem em risco à qualidade de vida humana e da natureza;
10 - Que a Amazônia represente e seja reconhecida sempre, como um grande gesto de amor por toda a Humanidade.
Presidente Figueiredo, Amazonas/Brasil/Terra: 19 de Nov. de 2.008
Esta carta foi lida por Tenório Telles em frente a Cachoeira da Onça, rodeado de água, árvores, seres da floresta e uma infinidade de seres humanos, que embevecidos e emocionados, assinaram esta carta manifesto, que após o termino do Flifloresta, será exposta ao mundo como um grande gesto de amor pela Amazônia e todo o ecossistema.
Colaboração de Doroni Hilgenberg
http://www.overmundo.com.br/overblog/flifloresta-carta-da-floresta
FLIFLORESTA - 2.008

FLIFLORESTA – Festival Literário Internacional da Floresta-2008
Em Manaus, no mês de novembro, ocorrerá um grande evento que promete mexer com o coração do povo da cidade e da floresta. O FLIFLORESTA, um festival que terá como referência a literatura, discussões e debates sobre o meio ambiente, com ênfase na defesa da Amazônia e também na formação e conscientização de novos leitores.
O FLIFLORESTA é uma realização do INVC- Instituto Nacional Valer de Cultura, CALL- Câmara Amazonense do Livro, Leitura e Parceiros, sob a coordenação de um grupo de intelectuais e profissionais liberais, unidos pelo compromisso com a promoção do livro, o estímulo à leitura e a valorização dos escritores amazonenses. Tem como meta, promover o intercâmbio entre os artistas da palavra da Amazônia e do Brasil, enriquecendo os debates com autores estrangeiros e favorecendo um diálogo crítico e construtivo.
A Programação será intensa, incluindo Simpósio em Presidente Figueiredo (A terra das Cachoeiras), que entre inúmeros temas terá uma palestra sobre mudanças climáticas, desmatamento e os índios da Amazônia. Entre os palestrantes ilustres contamos com a presença do escritor Thiago de Mello, Marcos Barros, Niro Higuchi, Márcio Souza, Frederico Arruda, Abrahim Baze e Daniel Munduruku. No último dia em Presidente Figueiredo ( 19/11/), será feita uma caminhada e a Leitura da “Carta da Floresta”, redigida pelos próprios escritores.
Segundo Tenório Telles, “O estudo, o debate e a troca de experiências, são os pressupostos necessários para a compreensão da realidade. A Amazônia pela sua complexidade e importância para o futuro da terra, ocupa o centro das discussões sobre a vida no planeta" Outras programações (Simpósio de Leituras, lançamentos de livros e palestras) serão feitas no Parque dos Bilhares, situado num dos locais mais privilegiado de Manaus.
Esta previsto a distribuição de 100 mil livros, 400 obras na internet, suplemento literário e Site permanente. E entre as presenças ilustres confirmadas, já contamos até agora com João Gilberto Noll, José Eduardo Agualusa, Alexei Bueno entre muitos outros. Teremos também, o prazer de contar com a presença de nossa querida overmana Graca Graúna.
Doroni Hilgenberg.
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